Então me pergunto tal qual interlocutora: porque deixaste fisgar o peito? Amava-o?  Por tão pouco se deixou doer?

Temo adimitir, sequer amei qualquer outro homem. Talvez uma mulher. Mas por ele, nem ao menos me apaixonei. Não foi eu ego, foi meu faro. Pois eu sabia que se viesse a amar, seria ele.

Moldado  perfeitamente  entre gestos e falas, eu fingia não observar.

Enquanto ressonava, incapaz de ouvir meu choro baixinho, eu sussurava: acho que eu poderia me apaixonar.

Ele não ouviu, sequer viu as lágrimas.

Muda a cena. Sem choro ou susurro, mal posso observa-lo. Mas tem meu tom e inevitavelmente, é tudo que me faltava. Por isso o mantenho: não amo ninguém a não ser a mim mesma, mas ele se assemelha tanto, que por muito pouco meus olhos não pousam, brilhantes, sob a imagem que ele reflete em mim.

Acho que eu poderia ter me apaixonado. Por isso mantenho em segredo.

2 Response to

Anônimo
05 junho, 2013

Pois ela me ouviu chorar. Muitas vezes.
E não se importou.

Agora choro em silêncio.

Anônimo
10 junho, 2013

Acho que vc deveria ter e apaixonado.

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