Mágoa e fala entupida adoecem o corpo. Câncer, taquicardia, enxaqueca..Tudo isso. Nem por isso aprendi a me expressar, mas as vezes eu consigo.

Eu poderia começar do primeiro momento em que a sinceridade me feriu, partindo para todos outros momentos da minha vida em que travei minha fala, ainda assim sofri, mas me sentia forte, capaz de dominar a intensidade com que algo me afetava. Ou adiar. Fria por fora, quente por dentro. Tenho febre no peito e funciono feito bomba. Sem alarde e sem programa. Posso me esconder por três dias ou três anos, passando por um romance de nove meses, em que no décimo primeiro mês, no auge de seu fim, me permiti o delicado da vida: "gosto de você". Foi um pouco tarde. É sempre um pouco tarde ou muito cedo. Então me pergunto se existirá um timing. Nunca sei quando irei esquentar, mas é sempre de dentro pra fora. Gosto do meu ritmo, nunca me confundo e minhas decisões jamais são duvidosas. Mas se existe algo que dói nisso tudo, é o tal de quem cativas e não se responsabiliza. O tal de aquecer nossas mãos frias e jorrar um balde de gelo sob nossa cabeça. O tal afago seguido de um tapa. Se não sabe ao que veio, nem bata na porta. Não procure meios de aquecer a água se não planejas tomar o chá.

1 Response to

Anônimo
10 maio, 2013

Bravo, Maria!!!

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