Me curvei. Já conhecia aquela posição: tinha algo entravado no peito querendo sair pelas mãos. Prometi me poupar da maldade de escrever (Ana Cristina Cesar, a maior poetisa do obscuro, já referenciava-se o ato de escrever à pura maldade), mas concluindo que meu posto jamais será o que sempre almejei, e sim, este, de quem sente além do que  se imagina suportar, preciso juntar meus cacos, diariamente -e que nao são poucos-  transparecer o equilíbrio que conquistei árduamente um pouco tarde, sorrir e torcer para que, apesar de todos meus pecados, Deus tenha ligeira piedade. Meu fardo é leve, mas sou fraca. Rezo todos os dias, em contradição aos que imaginam que vivo em uma gruta adorando o diabo. Agradeço pela saúde -ainda que frágil, peço perdão pelas falhas de caráter. E  acima de tudo, peço paz. Pois o que vivi em 1/4 de século, não se vive em meio século. Por isso, não quero pensar. Quero um sofá macio, cheiro de bolo, cuidar das plantas e amar. Quero o prático da vida, pois ainda que eu me indisponha aos caminhos nebulosos e as inconstâncias, tenho o karma do drama. Mas tenho calma. Com um pouco de sorte, um dia acerto o caminho.

4 Response to

Anônimo
01 maio, 2013

Te amo.

Anônimo
01 maio, 2013

Eu também te amo.

Anônimo
01 maio, 2013

Everybody here wants u

Anônimo
01 maio, 2013

Diz e desdiz.

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