Holocausto no meu peito



De todos paradigmas, o fardo que mais me pesa é o de mulher forte, mulher de fibra, independente; mal aguento minhas dores, imagine as de vocês. Mulher insensível, talvez. Sinto muito, mas só a meu ver, sinto tanto quanto vocês, mas oprimo para evitar o desgaste. Fino trato ou tino nunca fui de ter. E se cativo, foi sem querer. Nunca amei plenamente, mas cá entre nós, hoje, nunca quis tanto amar alguém. O que me parecia impossível e improvável hoje cogito como forma de evolução. Se de tudo fiz e provei, bem tive a vida que sempre quis e idealizei, hoje sinto falta do que me privei instintivamente. Uma coisa é o que você diz, outra o que você passa, e a cada dia passava menos: me chamou de vazia, ou vadia,  pouca importa. Vazia eu estava prestes a me tornar. “Você não passa coisa alguma”. Não passava  pois não buscava passar, e sim tomar. “És tão fria!”. Era fria pois a vida exigia. Cada processo em seu tempo. Deixo de ser muralha ou Maria pra ser a mulher que eu temia. É como se alguém dissesse: ”Ei, a guerra acabou, agora você pode sair!”

4 Response to Holocausto no meu peito

O leitor
29 janeiro, 2013

Curto, porém belo! Você tem cara de durona mas é uma menina, então? hehe

Anônimo
31 janeiro, 2013

É depois de tanto dar por ai, fazer seus draminhas escrotos, chega uma hora que a máscara cai... não é nada além de uma burguesa com crise de meia idade e sem crescimento.Vai acabar como você tanto odeia!

Defesa
03 fevereiro, 2013

Anônimo... ela nunca disse que era mais que isso, deixe-a em paz.

Anônimo
08 março, 2013

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