Faltou pouco do discernimento pra uma lágrima cair. Enquanto olhava a chuva, poupava o pranto e rezava pra que o tempo passasse, contava as horas pra que a noite caísse e pudesse dormir: assim  passaria mais rápido o tempo. E repetia: não que eu o ame, mas sou muito apegada e intensa. Quase uma semana. Faltam quantos dias? Parece uma eternidade. Pois junto à eternidade, me fixo a pensamentos neuróticos onde a distância possa minar nossos laços. Volto a repetir minha retórica acerca de minha indisposição às relações monogâmicas. Volto a enfatizar sua falta de tino para com as rédeas. Mas o medo que assombra me faz cogitar que talvez não seja tão ruim assim ser só dele. "No próximo feriado viajaremos juntos".  A última coisa que eu quero é sentir isso novamente. Mas não me precipto, pois sou tão volátil.... amanhã ou depois, quando eu lhar nos teus olhos, pensarei: nem sei se eu queria. Do outro lado, ele, que me vê tão frágil transbordando sentimentalismo, pensa: ando meio enjoado. Portanto, sou frágil em linhas, meu martírio é mudo. Não vou gastar fala, não vou fatigar - nem a mim nem ao outro- finjo que pouco me importo. "Que fique mais uma semana ou um mês" Ora é o que mais desejo, outrora tenho uma enorme preguiça. Ele, idem. Não poderia haver um enlace pior. Não sofro, mas meu ego inflama e minhas energias se esgotam, pois de jogo mesmo, sempre entendi, mas nunca tive as manhãs de vencer. E questiono: o quanto vale lutar por algo que você sabe que em pouco tempo deverá se desfazer?

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