As vezes, me sinto meio criança insensata. Sinto que falho- e como falho- sinto que desconheço meus próprios sentimentos. Que não sou capaz de  suspirar e aguardar o momento certo das minhas realizações. Mal sei o que há de ser amor, ou o que  não passa de um capricho. Se julgo como capricho, penso "e se eu estiver apenas maquiando a verdade em busca de me proteger?" Quero uma cartilha dos meus quereres. Uma bula. Um manual, pra que assim, possa viver sem amarraduras. Não há pergaminho que me liberte do desconhecido: mais do que já escrevi e vivi? A cada passo e a cada linha me compreendo menos. Mal e porcamente me comunico, a cada dia mais rocha, mais gelo. Com o corpo me comunico, para o corpo, melhor ainda. Sei lá como se diz de peito aberto, como quero bem alguém, mas ritmado em dó menor sei falar quando quero foder. A gente sonha com alguém como a gente. Então a gente encontra esse alguém e dá com os burros n'água, porque nos deparamos com nossos defeitos mais repudiantes. Meu individualismo. Meu egoísmo. Meu desprendimento e minha volatilidade. Tá tudo lá. E eu não sei lidar, tal qual mulher madura me descrevo, mas sim tal qual criança que tem de suas mãos algo tomado. Por vezes até penso feito mulher que sou: é preciso paciência. Mas isso não se trata de amor? E quem disse que amo? Não ainda, não dessa vez. Anda olho com desdém e pouco caso. Calculo e penso firme: volte logo para que eu possa me livrar de você. É recorrente. Tenho programado me livrar  faz logo uns oito meses. "Agora vai". Mas sinto uma preguiça um "nada de mais interessante pra fazer", acabo me enrolando. Em minha defesa, digo que não amo, mas posso vir a amar.

3 Response to

Anônimo
29 janeiro, 2013

conheço essa crise...

Anônimo
29 janeiro, 2013

http://www.youtube.com/watch?v=qtp_D7fCtSg

Anônimo
29 janeiro, 2013

vc me lembra menina mimada-cazuza

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