O dom é sentir

A ele, escreveria até poesia ( coisa pouca que me fatiga os ânimos e a prosa). Escreveria em estribilho. Não sou trovador, mas destes amores, tornamos-nos até mesmo hábeis na maldade de grafar o presente e zombar do destino, dando pouco crédito ou subestimando-o. Tenho olhos de lince: vejo mais que qualquer um que me desafiar. Sempre nos vi distante, por isso disserto em linhas toda e qualquer pontada cruel no peito que me causa, pra que não se percam no tempo. Não temos lembranças, não temos muitas histórias, mas se é pra falar de amor, eu vou falar de você. Se é pra agradecer. À você e meus pais. O que eu sou pra você? Me preocupa tanto afeto e talvez você sinta apenas dó. Compaixão. Não especulo aquilo que menos me atinge. O que me importa, hoje, é "o que você é pra mim depois destes anos todos?" E você nem imagina.

10 Response to O dom é sentir

Anônimo
14 outubro, 2012

Passou a má impressao que o "ode ao odio" deixou aqui.

Bailarino
18 outubro, 2012

Qualquer dia desses eu vou e digo o que você é pra mim.

18 outubro, 2012

Comece primeiro dizendo quem é você e ao que veio.

A.A.
18 outubro, 2012

Mas se a graça da Internet é justamente o anonimato... Não pensa assim?!

18 outubro, 2012

nao

Anônimo
18 outubro, 2012

Pensa, sim. Usa nome que não é o seu, e não escreve sobre si mesma. É "realismo ficcional".
Então, eu que pergunto: quem é você?

18 outubro, 2012

Mas não é um blog anonimo (: nunca escondi minha identidade. Só acho que ela seja relevante... Mas nunca ocultei.

Anônimo
18 outubro, 2012

Eu penso que, se você não estiver se dirigindo a ninguém em especial, se escreve apenas como uma forma de extravasar seus sentimentos para o mundo, de fato a identidade não é relevante. Mas se suas palavras tiverem um destinatário específico, aí então a coisa muda de figura. Neste caso, a identificação é essencial...

19 outubro, 2012

Pode ter certeza, que quando tem destinatário. A outra parte fica ciente.

Anônimo
20 outubro, 2012

A ela ofereci tudo. Até o que eu nem tinha.

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