Em tom de desabafo

Fala-se muito sobre minha sinceridade, sobre minha transparência. Amigos que desejam um mundo de mulheres aparentemente tão práticas. Críticas e conselhos que tendem a autovalorização. Hoje eu não sou metade do que eu sinto, aprendi a me calar, aprendi omitir, engolir sapos e desejos. É uma merda seguir protocolos. Uma merda me conter, fingir que me importo com convenções sociais. Não fazer exatamente aquilo que minha alma  ou meu corpo implora. Não ter o que almejo no exato instante. "A raça humana é racional e você vem me dizer que prefere agir como um ser irracional?". Sim, mas não lutarei contra a natureza da opressão. Lá fora posso estar muito contida e sorrir enquanto aprecio aqueles olhos, ou aquele outro corpo. Numa conversa posso transparecer ligeira frieza, ligeira falta de interesse ofuscados pela minha fala contida: "Cara, hoje, as oito, aqui em casa. Tô afim de foder com você." 

12 Response to Em tom de desabafo

Anônimo
02 setembro, 2012

ohhh maria fala isso pra mim que eu vô!

Anônimo
02 setembro, 2012

cuidado com as doenças!

Anônimo
03 setembro, 2012

Vem, que eu tô louca prá fazer amor com você a noite inteira.

Anônimo
03 setembro, 2012

Sabe uma pessoa que por vezes te leva às nuvens, mas é muito mais eficiente quando te empurra para o chão? Então...

Anônimo
03 setembro, 2012

Vc ta de silica nao adianta negar

Anônimo
04 setembro, 2012

Ame mais

04 setembro, 2012

"mais"??????

Anônimo
04 setembro, 2012

Quem ama de verdade não fica falando pras paredes. Amor é pra se doar.

04 setembro, 2012

Vou desenhar: isso não é um texto de amor e eu não amo ninguém, parece incrível, mas é só amor que eu respiro.

Anônimo
04 setembro, 2012

"Olha, eu te amo. Estranho começar uma carta assim? Foi a primeira coisa que me veio em mente, a segunda é que eu sempre vou te amar..."

04 setembro, 2012

Tem um negócio muito interessante que chama realismo ficcional. Artifício muito utilizado em algumas narrativas. Isso aqui nunca foi autobiografia.

Anônimo
05 setembro, 2012

Sinceridade e transparência ficcionais...

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