Do contrasenso da razão


Eu perdi minha paz naquele corpo. Desde a primeira vez que o vi, vi partir minha paz,e  mais; minha lucidez. Nem fiz questão de retomar a razão. Pensei: “deixe que eu me perca”. E nem confiança aos sinais da perdição. É feito cocaína: eu posso parar quando eu quiser, mas sempre vou voltar. Às vezes eu posso voltar com muita intensidade e me perder, por isso vivo dosando o quando devo me doar. Eu olho e penso cautelosamente qual lugar da minha vida ele deveria ocupar. Temo em dizer, que talvez nenhum, e ao mesmo tempo, todo. E tudo: minha casa, meus lençóis, meu dinheiro, minha família, minha saúde e a minha sanidade. Não quero nada dele, mas de mim ele pode levar o que quiser e por mim, que ele leve tudo. Então quando retoma a razão e dou de frente com a realidade, olho naqueles olhos, enquanto deitado sob a cama, que jamais reconheço se fechados a dormir ou abertos, vejo que existe uma vala que nos divide. Talvez o tempo a minimize, talvez venha a aumentá-la. Dane-se. O que devemos fazer? O que se há de fazer? Ele emudece e eu fraquejo; ele ri e eu temo. Enquanto na vida ele mal se planeja eu já voltei com os planos prontos. Me alertaram: ele é porra louca. E eu afinal, sou o que? “A mulher mais incrível que eu já conheci”, ele disse.

3 Response to Do contrasenso da razão

Anônimo
22 setembro, 2012

isso nao eh amor é doença

26 outubro, 2012

Putaquepariuuuu...que perfeito.

26 outubro, 2012

Um dia conversei com vc no twitter sobre como a tranquilidade de um amor me tirava a capacidade de escrever bem. Acho que descobri que minha incapacidade eram só os homens. Parei de fugir de quem sou e aos poucos voltei ao tesão de escrever... Por hora, só saiu isso: http://cafeanfetaminas.blogspot.com.br/2012/10/eu-podia-economizar-as-palavras-sair.html

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